Publicado 17/02/2025 10:35

Polícia de Israel remove bandeiras palestinas de um bairro ultraortodoxo de Jerusalém

Archivo - Arquivo - Bandeira palestina hasteada em frente ao Domo da Rocha na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém (arquivo)
Jamal Awad/APA Images via ZUMA W / DPA - Arquivo

MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -

A polícia israelense retirou várias bandeiras palestinas do bairro de Mea Sharim, em Jerusalém, habitado por judeus ultraortodoxos, como parte de uma série de gestos de rejeição dos membros dessa comunidade religiosa às autoridades israelenses.

A polícia israelense declarou em sua conta na rede social X que os policiais removeram bandeiras palestinas na área, onde também localizaram "um depósito contendo bandeiras e cartazes com mensagens de incitação contra o Estado de Israel", sem comentar sobre possíveis prisões.

De acordo com relatos do jornal israelense 'The Times of Israel', alguns moradores jogaram ovos nos policiais que participaram da operação, o que resultou na apreensão de cartazes nos quais se podiam ler mensagens como 'Judeus não são sionistas' e 'Judeus de verdade se opõem ao sionismo e à existência do Estado de Israel'.

Do ponto de vista teológico, os ultraortodoxos acreditam que o Estado de Israel só poderia ser estabelecido após a vinda do Messias, portanto, parte dessa comunidade tem mantido posições contra o sionismo e até mesmo questionado a legitimidade do Estado de Israel, o que tem gerado diversas tensões.

Entretanto, a grande maioria dos haredis mantém uma postura diferente e até participa da política para defender os interesses da comunidade, fazendo parte atualmente da coalizão governamental liderada por Benjamin Netanyahu, que é composta por partidos de ultradireita e ultraortodoxos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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