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MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Nacional Francesa rejeitou nesta segunda-feira a terceira moção de censura promovida pela esquerda contra o governo de François Bayrou, que mais uma vez ativou a prerrogativa constitucional que lhe permite apresentar propostas legislativas sem uma votação para completar os procedimentos sobre o orçamento da Seguridade Social.
Bayrou já havia aprovado duas outras moções na semana passada, uma delas ligada à aprovação do orçamento geral. A proposta da Previdência Social foi dividida em três partes, cada uma das quais envolveu a ativação do artigo 49.3 da Constituição, a última delas nesta segunda-feira.
Essa prerrogativa abre a porta para moções de censura da oposição, uma possibilidade que o La France Insoumise (LFI) aproveitou em todas as ocasiões. No entanto, o partido de Jean-Luc Mélenchon ainda não conseguiu apoio suficiente, e sua iniciativa na segunda-feira recebeu 115 votos, muito aquém dos 289 necessários para derrubar o governo.
Longe do consenso de dezembro, quando a esquerda como bloco e a extrema direita se aliaram para derrubar o governo de Michel Barnier. O Partido Socialista optou pela abstenção nas últimas votações, o que o distanciou "de fato" da Nova Frente Popular (NFP), de esquerda.
O líder socialista, Olivier Faure, justificou mais uma vez essa posição, em uma entrevista à BFM TV, na qual alegou uma mudança política: "Não me tornei um direitista da noite para o dia". Nesse sentido, ele indicou que permitir que o orçamento seja aprovado "não deve ser entendido como apoio a todas as ações do governo".
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