Europa Press/Contacto/Daniel Romero - Arquivo
MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Nacional do Equador acusou no sábado o governo de ter cedido "arbitrariamente" um dos campos de petróleo mais importantes do país, o campo de Sacha, a uma empresa privada durante o feriado de Carnaval, fato que "rejeitou veementemente".
"O parlamento equatoriano adverte os cidadãos que o governo nacional aproveitou o feriado de Carnaval para entregar o campo de Sacha a uma empresa privada, em contravenção à Lei de Hidrocarbonetos", disse o órgão legislativo em um comunicado publicado em sua conta na rede social X.
A mesma nota afirma que a Comissão Parlamentar de Controle e Fiscalização Política convocou as autoridades equatorianas a comparecer e prestar contas sobre esse assunto "em várias ocasiões", alegando que o Estado poderia sofrer perdas de mais de US$ 8.000 milhões. Entretanto, em nenhuma dessas ocasiões a comissão recebeu uma resposta.
A Assembleia assegurou que, no âmbito de suas "atribuições e competências", monitorará esse procedimento "irregular" com o objetivo final de proteger os interesses econômicos de "todos os equatorianos".
"Esta Assembleia está ao lado dos cidadãos e nunca será cúmplice da privatização", conclui a carta.
Essa acusação ocorre em um momento em que o presidente do país, Daniel Noboa, busca a reeleição no segundo turno das eleições presidenciais de 13 de abril, no qual enfrentará a candidata correista Luisa González, cujo partido foi, de certa forma, ligado à onda de violência que abala o Equador há mais de um ano.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático