Publicado 02/03/2025 03:54

O parlamento equatoriano acusa o governo de privatizar ilegalmente um importante campo de petróleo

Archivo - Arquivo - 20 de junho de 2014 - Otavalo, Imbabura, Equador - Desfile das crianças Inti Raymi, meninos indígenas com bandeiras do Equador
Europa Press/Contacto/Daniel Romero - Arquivo

MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -

A Assembleia Nacional do Equador acusou no sábado o governo de ter cedido "arbitrariamente" um dos campos de petróleo mais importantes do país, o campo de Sacha, a uma empresa privada durante o feriado de Carnaval, fato que "rejeitou veementemente".

"O parlamento equatoriano adverte os cidadãos que o governo nacional aproveitou o feriado de Carnaval para entregar o campo de Sacha a uma empresa privada, em contravenção à Lei de Hidrocarbonetos", disse o órgão legislativo em um comunicado publicado em sua conta na rede social X.

A mesma nota afirma que a Comissão Parlamentar de Controle e Fiscalização Política convocou as autoridades equatorianas a comparecer e prestar contas sobre esse assunto "em várias ocasiões", alegando que o Estado poderia sofrer perdas de mais de US$ 8.000 milhões. Entretanto, em nenhuma dessas ocasiões a comissão recebeu uma resposta.

A Assembleia assegurou que, no âmbito de suas "atribuições e competências", monitorará esse procedimento "irregular" com o objetivo final de proteger os interesses econômicos de "todos os equatorianos".

"Esta Assembleia está ao lado dos cidadãos e nunca será cúmplice da privatização", conclui a carta.

Essa acusação ocorre em um momento em que o presidente do país, Daniel Noboa, busca a reeleição no segundo turno das eleições presidenciais de 13 de abril, no qual enfrentará a candidata correista Luisa González, cujo partido foi, de certa forma, ligado à onda de violência que abala o Equador há mais de um ano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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