MADRID 21 fev. (EUROPA PRESS) -
Certas cepas probióticas, como "Bifidobacterium infantis" e "Bifidobacterium breve", poderiam desempenhar um papel fundamental na prevenção e no tratamento de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, de acordo com uma pesquisa da qual Vicente Javier Clemente, professor de Ciências do Esporte da Universidade Europeia, participou.
A microbiota intestinal e o cérebro estão conectados por meio do chamado eixo intestino-cérebro. De acordo com esse estudo, publicado na revista "Nutrients", um desequilíbrio na flora intestinal pode contribuir para a neuroinflamação e o acúmulo de substâncias tóxicas no cérebro. Os probióticos, que são bactérias benéficas, parecem ajudar a restaurar esse equilíbrio e melhorar a função cognitiva.
"As descobertas sugerem que o consumo de probióticos específicos pode ser uma estratégia simples para reduzir o risco de doenças neurodegenerativas", explicou Clemente.
Além disso, a pesquisa também aponta para a importância da hidratação inicial e da preparação da dieta para otimizar o desempenho e a recuperação. "Embora não tenhamos coletado dados específicos sobre a dieta anterior, sabemos que o planejamento adequado dos macronutrientes pode fazer a diferença", acrescentou o nutricionista.
Apesar dos resultados, Clemente advertiu que são necessários mais ensaios clínicos para confirmar o impacto da dieta e da microbiota intestinal na saúde do cérebro. "Muitas pessoas já consomem probióticos para a saúde digestiva, mas seu impacto no cérebro é um campo de estudo relativamente novo", disse ele.
Os resultados do estudo também sugerem que a eficácia desses probióticos pode depender da composição individual da microbiota, abrindo a porta para pesquisas futuras para personalizar seu uso em pacientes com doenças neurodegenerativas.
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