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MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anunciou nesta terça-feira que finalmente entregará os corpos de mais quatro reféns mortos em troca de que as autoridades israelenses desbloqueiem a libertação de mais de 600 prisioneiros que deveriam ter sido libertados no último processo de troca.
"Chegou-se a um acordo para resolver a questão da libertação tardia de prisioneiros palestinos que deveriam ter sido libertados na última rodada", disse o Hamas em um comunicado divulgado pelo diário 'Philastin', afiliado ao grupo, no qual também deu a entender que o Egito pode ter facilitado o acordo.
Fontes próximas ao Hamas detalharam ao jornal que a troca seria realizada simultaneamente na quinta-feira, e que o Egito será encarregado de supervisionar o cronograma do processo. O grupo palestino insiste em exigir o cumprimento do acordo por parte de Israel.
Israel havia se comprometido a libertar mais de 600 prisioneiros palestinos em troca da entrega, pelo Hamas, dos corpos de quatro reféns capturados durante os ataques de 7 de outubro de 2023, que desencadearam a atual guerra regional e a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, que deixou mais de 48.000 mortos.
No entanto, Israel aludiu a violações do acordo com o Hamas sobre as cerimônias de devolução dos corpos, nas quais foram exibidos cartazes e cantos de propaganda palestina, bem como as circunstâncias que envolveram a entrega dos restos mortais da família Bibas. Israel alegou que o suposto corpo de Shiri Bibas não correspondia, na verdade, ao cidadão israelense.
Israel e o Hamas chegaram a um acordo em meados de janeiro para um cessar-fogo na Faixa de Gaza e a troca de 33 reféns israelenses por centenas de prisioneiros palestinos. Essa primeira fase deve culminar na quinta-feira com a troca anunciada pelo Hamas, embora durante os estágios iniciais do pacto o acordo tenha sido ameaçado em várias ocasiões.
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