Publicado 20/02/2025 12:50

A Ordem Hospitaleira de So Joo de Deus defende a humanizao nos centros de saúde

Imagem do dia.
ORDEN HOSPITALARIA SAN JUAN DE DIOS

Comemore a 2 Conferncia Nacional de Humanizao

MADRID, 20 fev. (EUROPA PRESS) -

O primeiro conselheiro geral da Ordem Hospitaleira de So Joo de Deus, Joaquim Erra, destacou que o principal desafio da humanizao da saúde é "tornar-se algo transversal e no se limitar a aes específicas", razo pela qual defendeu que ela deve "fazer parte da cultura do hospital ou do centro de saúde".

Foi o que Erra disse durante sua participao na 2 Conferncia Nacional de Humanizao 'Humanizar através de gestos', realizada nesta quinta-feira como parte da comemorao do 90 aniversário da fundao do Hospital San Juan de Dios em Córdoba, que reuniu mais de 150 pessoas de hospitais de toda a Espanha.

Erra concentrou sua apresentao nos desafios da humanizao da saúde. "É um processo contínuo que diz respeito a todos nós que fazemos parte do mundo da saúde. Há um todo que deve ser cuidado e levado em considerao para que o servio prestado considere, acima de tudo, as pessoas, em toda a sua realidade", explicou.

"Sob diferentes nomes, a Ordem tem uma longa história que mostra o desejo de oferecer um atendimento que considere a pessoa em todas as suas dimenses e que lhe oferea o melhor possível, com os meios disponíveis em cada contexto", acrescentou o primeiro Conselheiro Geral da Ordem Hospitaleira, que concluiu que esta "contribui humildemente, junto com tantas outras instituies, para enriquecer e promover a humanizao do atendimento em nossa sociedade por meio de seu modelo de atendimento".

HUMANIZANDO O FIM DA VIDA

A II Conferncia de Humanizao também abordou a importncia de humanizar os cuidados no final da vida, com Julio Gómez, médico de cuidados paliativos e coordenador da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital San Juan de Dios, em Santurtzi.

Para Gómez, é essencial, nesses momentos, ter clareza sobre o que se entende por humanizao. "Isto é, sem impor o nosso próprio, agindo como companheiros em sua própria jornada. E no final da vida, esse acompanhamento requer atitudes fundamentais que humanizam o relacionamento: hospitalidade, presena e compaixo", explicou.

Nesse sentido, o médico paliativista fez um apelo aos elementos que devem ser levados em conta pelos profissionais na hora de cuidar das pessoas que passam por essa fase: "Preservar sua dignidade com base em seus valores e experincias, tendo a bioética como disciplina que enquadra uma forma de relacionamento que vai além do paternalismo, sem esquecer o cuidado integral em que se combinam a dimenso emocional, social e espiritual do paciente e de sua família".

"É impossível garantir o bem-estar da pessoa doente se no cuidarmos de sua família e de seus entes queridos, e vice-versa, tampouco o bem-estar de sua família será alcanado se seu ente querido doente no estiver bem", concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado