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MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -
A campanha do ex-candidato presidencial venezuelano Edmundo González denunciou que a usina de energia que abastece a Embaixada da Argentina em Caracas, onde seis opositores do governo do presidente Nicolás Maduro permanecem refugiados, parou de funcionar.
"Esta é uma situao de emergncia que merece uma reao e soluo imediatas, considerando que a conservao dos alimentos que eles foram autorizados a entrar com severas restries, bem como a água potável, depende dessa usina", disse a campanha em um comunicado na tera-feira.
O gerador elétrico está funcionando "com racionamento desde que funcionários da Corpoelec", a empresa estatal de eletricidade da Venezuela, "roubaram os fusíveis da instalao, que permanece sob a proteo do governo brasileiro".
A campanha da oposio também denunciou que as autoridades venezuelanas restringiram a passagem de medicamentos, alimentos e água potável para a embaixada argentina, que permanece sob cerco "permanente" de "tropas armadas".
"O prédio depende dos servios de caminhes-pipa, cujo acesso também foi limitado a uma vez a cada 13 dias para fornecer apenas 2.000 litros de água. Isso também afeta a conectividade dos solicitantes de asilo, que agora esto isolados do mundo exterior", acrescentou o comunicado.
Por todos esses motivos, ele pediu comunidade internacional que "interceda" "urgentemente" para proteger os solicitantes de asilo. "A demanda é pela devoluo dos fusíveis elétricos que garantem a energia elétrica na embaixada e a concesso de salvo-conduto para que essas pessoas possam deixar o país em segurana", concluiu.
Por sua vez, a líder da oposio María Corina Machado descreveu a situao dos solicitantes de asilo na embaixada como "tortura pura e simples". "Todos os acordos internacionais esto sendo violados aqui, vista do mundo", disse ela em uma mensagem nas redes sociais.
González também se manifestou nos mesmos termos, garantindo que o governo venezuelano fez "tudo o que podia" para causar o colapso do único sistema que gerava luz por quatro horas e permitia que a bomba de água funcionasse, além de manter a geladeira fria para preservar os alimentos.
Os seis refugiados venezuelanos na Embaixada da Argentina so colaboradores próximos de Machado. Eles so Magalli Meda, Claudia Macero, Omar González Moreno, Pedro Urruchurtu, Fernando Villalobos e Pedro Martínez Motolla, que entraram na embaixada em 20 de maro, depois que um mandado de priso foi emitido contra eles.
Desde ento, as autoridades venezuelanas esto vigiando a sede diplomática. O rompimento das relaes entre Caracas e Buenos Aires levou interveno do Brasil, que assumiu a representao argentina na Venezuela.
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