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MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -
Um relatório da Fundação Saúde Espanha (FES) e do Grupo de Pesquisa em Saúde Pública da UPC (GISP) mostra que a obesidade em idade precoce, entre oito e doze anos, afeta a concentração dos perfis lipídicos, representando um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 (DM2) e doenças cardiovasculares.
Além disso, foi observada uma relação entre um índice de massa corporal mais alto e níveis mais elevados de triglicérides e colesterol LDL, de acordo com os dados coletados no relatório, intitulado "Obesidade e sobrepeso na população infantil espanhola. Um desafio que deve ser enfrentado com urgência e medidas eficazes".
Essa pesquisa tem como objetivo avaliar a situação atual desse problema em nosso país, seu impacto na saúde das crianças e a urgência de enfrentá-lo de forma rigorosa. Ela inclui resultados de estudos e meta-análises sobre obesidade infantil.
Também inclui estudos epidemiológicos, pesquisas, diretrizes, recomendações oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e medidas de saúde pública implementadas em nível nacional e regional.
Para combater a obesidade, os especialistas enfatizam a importância de reduzir a ingestão de açúcar, sal e gordura, ingredientes identificados pela OMS como os mais consumidos. Eles também enfatizam que é essencial promover estilos de vida saudáveis durante a infância, incluindo uma dieta mediterrânea e exercícios físicos.
Além disso, a FES e o GISP afirmam que não se deve esquecer que nosso país, juntamente com a Itália e a Grécia, tem as taxas mais altas de obesidade infantil e juvenil. Setenta por cento dos casos de sobrepeso e obesidade em crianças se perpetuam na idade adulta.
Em vista de todas essas evidências científicas, os especialistas da FES alertam para a necessidade de medidas eficazes de saúde pública para conter o aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade infantil.
Essas medidas devem ser consistentes e focadas nos ingredientes indicados pela OMS: açúcares, sal e gorduras. Esses ingredientes são mensuráveis e indicados na rotulagem. Uma abordagem direcionada a categorias específicas de alimentos e bebidas envolvendo medidas restritivas é limitada e ineficiente e requer uma perspectiva mais ampla que aplique medidas construtivas, afirmam.
Por fim, eles enfatizam que a educação nutricional deve se concentrar principalmente na compreensão da composição dos alimentos (rotulagem), no monitoramento da frequência de consumo e no foco nas porções recomendadas durante as diferentes refeições do dia, do café da manhã ao jantar.
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