Publicado 16/02/2025 17:08

Netanyahu diz que 150.000 palestinos deixaram a Faixa de Gaza em dois anos

Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu
OFICINA DEL PRIMER MINISTRO DE ISRAEL

Ele enfatiza que o regime sírio caiu porque Israel eliminou o Hezbollah e impediu o Irã de enviar ajuda militar.

MADRID, 16 fev. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfatizou no domingo que cerca de 150 mil habitantes de Gaza - de um total de mais de dois milhões - deixaram a Faixa de Gaza nos últimos dois anos e disse que a saída da população, como proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, é a solução para o conflito.

"Todo mundo diz que era a maior prisão a céu aberto do mundo por nossa causa. (Mas) nós os deixamos sair. Na verdade, se querem saber, nos últimos dois anos 150 mil habitantes de Gaza saíram", explicou Netanyahu durante um discurso para a Organização de Presidentes de Organizações Judaicas nos Estados Unidos, no Hotel Inbal, em Jerusalém, segundo a imprensa israelense.

Netanyahu enfatizou que essas partidas se devem a subornos, "não por nossa causa". "Os ricos conseguiram sair. Mas se as pessoas quiserem sair, elas têm que ter a opção", argumentou.

O líder israelense explicou que "não seria uma evacuação forçada ou uma limpeza étnica". "As pessoas estão deixando as zonas de guerra. Estamos tentando fazer com que a população saia, para não ser prejudicada. O Hamas, com suas armas, com tiroteios, está tentando impedi-los de sair, então intervimos para que eles possam se livrar do perigo, mas se as pessoas quiserem sair, se quiserem emigrar, a escolha é delas e acho que o plano do presidente Trump é a ideia certa. É o plano certo para Gaza", disse ele.

Netanyahu destacou o trabalho de Israel após o ataque de 7 de outubro de 2023. "Parecia que Israel estava nas cordas, que não iríamos nos recuperar. O plano para destruir Israel, cercá-lo, estrangulá-lo e matá-lo estava avançando, mas em um ano e alguns meses, com a coragem de nossos soldados, a firmeza de nosso povo e as decisões que tomamos, a situação mudou", disse ele.

Assim, "destruímos uma grande parte do Hamas". "Ainda não terminamos o trabalho. Nós o faremos. Israel destruirá a capacidade militar do Hamas", alertou. Ele também destacou os sucessos contra a milícia xiita libanesa Hezbollah: "Eles ficaram surpresos com várias coisas: eliminamos (Hassan) Nasrallah e seus comandantes militares e criamos uma nova realidade".

Na Síria, "o regime de (Bashar) Al Assad entrou em colapso", enfatizou. "Ele não entrou em colapso porque o exército de al-Assad não podia lutar. Ele simplesmente não confiava neles. Ele contava com 15.000 a 20.000 combatentes do Hezbollah que não estavam mais disponíveis (...). Nós os eliminamos. O Irã queria enviar forças para salvá-los. Nós os impedimos", acrescentou.

O líder israelense defendeu os planos para "mudar o Oriente Médio" e dar a Israel perspectivas "inimagináveis desde a criação do Estado de Israel".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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