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MADRID, 2 mar. (EUROPA PRESS) -
Médicos Sem Fronteiras (MSF) condenou no domingo, sem reservas, o novo bloqueio à ajuda humanitária anunciado por Israel em uma ação para forçar o movimento islâmico Hamas a aceitar seus termos sobre o cessar-fogo em Gaza.
Israel suspendeu novamente a entrada de ajuda para exigir que o Hamas aceite um plano alternativo patrocinado pelos EUA para o acordo inicial de cessar-fogo que começou em janeiro, cuja primeira fase expirou no sábado, sem nenhuma continuação à vista.
Em uma declaração de condenação, MSF "denuncia veementemente a decisão de Israel de bloquear a entrada de ajuda em Gaza", e lembra que "a ajuda humanitária não pode ser uma ferramenta de guerra".
"Israel está mais uma vez bloqueando o acesso à ajuda para uma população inteira, usando-a como moeda de troca. Isso é inaceitável, ultrajante e terá consequências devastadoras", disse Caroline Seguin, coordenadora de emergência de Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Gaza.
"A notícia gerou incerteza e medo e fez com que os preços dos alimentos subissem", disse ela.
Embora o número total de caminhões que entram em Gaza tenha aumentado desde o início do cessar-fogo, as restrições impostas pelas autoridades israelenses aos suprimentos essenciais estão prejudicando a resposta humanitária, de acordo com MSF.
"A maior parte da ajuda que entrou foi de alimentos e combustível, insuficiente para atender às imensas necessidades da população", acrescenta a ONG.
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