Europa Press/Contacto/Mohammad Abu Ghosh
MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, descreveu as novas autoridades da Síria como "um bando de jihadistas" que "ninguém elegeu", ao defender a iniciativa militar de seu país para defender a comunidade drusa no sul da Síria.
As novas autoridades sírias, lideradas por Ahmed al Shara, líder da organização jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), atual "presidente de transição" do país, "não têm o direito de iniciar hostilidades contra minorias" na região, "sejam elas drusos, curdos ou de qualquer outro tipo", acrescentou o ministro em uma coletiva de imprensa.
Há meses, Israel vem declarando sua total desconfiança em relação às novas autoridades "transitórias" da Síria, lembrando-as constantemente de seu passado extremista. Durante a queda do antigo regime assadista no ano passado, o exército israelense invadiu a zona de fronteira desmilitarizada sob o pretexto de proteger sua segurança nacional durante o avanço das forças rebeldes lideradas pelo HTS.
Os comentários de Saar foram feitos depois que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu ministro da defesa, Israel Katz, ordenaram que as forças armadas israelenses se "preparassem" para defender a minoria drusa da Síria, que "está sendo atacada pelo regime" na cidade de Yaramana, nos arredores de Damasco.
"Não permitiremos que o regime extremista islâmico da Síria prejudique os drusos. Se o regime prejudicar os drusos, nós os atacaremos", disse o ministro da defesa no sábado.
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