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MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente argentino, Javier Milei, defendeu neste sábado - durante a 143ª sessão ordinária do Congresso - um "reformismo permanente" que permita a "reconstrução do país" e enfatizou a necessidade de "continuar com a motosserra no Estado", ao mesmo tempo em que levantou a possível saída do Mercosul para se aproximar dos Estados Unidos e um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional.
Em um discurso de 75 minutos repleto de censuras à "casta", Milei elogiou seu plano econômico e enfatizou que a Argentina deixou de ser "motivo de chacota em nível global" para se tornar "um protagonista inesperado", sobre o qual "os olhos do mundo" estão voltados.
Com a ironia de que "desde abril a economia não para de crescer e os keynesianos não param de chorar", o presidente prometeu que "a inflação tenderá a zero", porque "banir a inflação" é "o primeiro assunto em que se deve avançar" para "ser realmente uma potência".
Ele também levantou a exigência "imperativa" de realizar uma "reforma tributária estrutural" para "acabar com o inferno logístico que a tributação na Argentina implica" e elogiou as conquistas de sua política de cortes, prometendo que elas continuarão.
"É necessário continuar com a motosserra no Estado, não se trata apenas de um programa de governo. Temos que rever área por área, e nenhuma é mais importante do que a privatização de empresas, porque embora elas estejam agora em superávit pela primeira vez em 15 anos, ainda são um fardo para o setor privado", argumentou.
UMA "OPORTUNIDADE HISTÓRICA
Falando sobre a suposta admiração que seu governo despertou no mundo, Milei disse que, em alguns casos, "eles até tomaram nota do trabalho que fizeram para aplicá-lo em seus próprios países". Esse é "o caso, por exemplo, de Elon Musk à frente do portfólio de desregulamentação nos Estados Unidos", ilustrou Milei.
Essa não foi a única alusão do presidente aos Estados Unidos, para os quais ele olhou com a esperança de estabelecer um acordo de livre comércio entre Buenos Aires e Washington.
"Para aproveitar essa oportunidade histórica, devemos estar dispostos a ser mais flexíveis ou até mesmo, se necessário, sair do Mercosul, que desde sua criação só conseguiu enriquecer os grandes industriais brasileiros às custas do empobrecimento dos argentinos", acrescentou Milei.
Da mesma forma, o presidente argentino afirmou que a Argentina é "sem dúvida um país diferente de um ano atrás" e que agora está "em condições de enfrentar um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional sem aumentar sua dívida bruta". Um acordo, acrescentou, com o qual "eliminaremos este ano a armadilha da taxa de câmbio".
"O dinheiro que chegar do FMI será usado pelo Tesouro para pagar sua dívida com o Banco Central e acabar com a inflação", disse ele, lembrando que "o Banco Central roubou 110 bilhões de dólares do povo argentino" em uma manobra que ele descreveu como um "esquema de pirâmide", em um aceno - o único em seu discurso - ao incidente relacionado à criptomoeda $LIBRA.
"Mesmo que isso lhes custe e eles resistam, nós vamos tornar a Argentina grande novamente. Se eles aceitarem minha oferta, verei que estão dispostos a se envolver no que o país precisa. Caso contrário, eles terão demonstrado que a única maneira de mudar o país é mudar este Congresso", concluiu.
Mile falou perante a legislatura argentina apenas algumas horas depois de advertir o governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, sobre uma possível intervenção da província e apenas duas semanas depois que o escândalo da $LIBRA estourou depois que o presidente promoveu a criptomoeda fraudulenta em sua conta da rede social X.
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