Publicado 14/02/2025 07:09

Marlaska e Bolaños pedem para "ignorar" o jihadista 17-A após críticas por permitir sua convocao ao Congresso

Os Ministros da Justia e do Interior, Félix Bolaños e Fernand Grande-Marlaska, atendem a mídia na cúpula contra o crime organizado realizada em Cádiz.
NACHO FRADE/EUROPA PRESS

CADIZ 14 fev. (EUROPA PRESS) -

Os ministros do Interior e da Justia, Fernando Grande-Marlaska e Félix Bolaños, respectivamente, concordaram nesta sexta-feira em pedir "para no prestar ateno" ao que Mohamed Houli Chemlal, que está cumprindo pena de priso pelos ataques terroristas em Barcelona e Cambrils em agosto de 2017, disse ontem no Congresso.

Falando mídia antes do início da cúpula contra o crime organizado que está sendo realizada em Cádiz, ambos os ministros foram questionados sobre a controvérsia gerada por críticas de outros grupos parlamentares e grupos de vítimas depois de permitir, a pedido de Junts, que esse terrorista deixasse a priso sob custódia policial para testemunhar na comisso de inquérito sobre os ataques de 17 de agosto (17-A).

"Eu no daria muita ateno a um terrorista condenado em nenhuma de suas declaraes", disse Marlaska quando perguntado por que o PSOE permitiu que um jihadista acusasse o CNI de ter permitido que o im de Ripoll criasse a célula que realizou o ataque na Catalunha, sem provas, incentivando a teoria da conspirao.

Anteriormente, Marlaska defendeu o trabalho da comisso de inquérito sobre os atentados que questiona parte da sentena judicial que condenou a célula terrorista, com teorias como a de que o im de Ripoll ainda pode estar vivo ou que "alguém poderia ter explodido a casa de Alcanar do lado de fora", como Junts perguntou ao jihadista e único sobrevivente dessa exploso ontem no Congresso.

"O que posso dizer é que as comisses de inquérito em nível parlamentar, e quando o Parlamento julgar apropriado, parecem-me necessárias e que seu desenvolvimento é o que deve corresponder nesse sentido", disse o Ministro do Interior.

Bolaños, por sua vez, compartilhou a opinio de Marlaska, enfatizando que no se deve dar credibilidade ao que é dito por alguém que está cumprindo uma sentena. "Parece-me que dar credibilidade a criminosos no é uma boa maneira de agir, e algumas pessoas deveriam comear a aprender isso", disse o Ministro da Justia.

Mohamed Houli Chemlal está cumprindo sua sentena de 43 anos na priso de Córdoba e ontem foi levado algemado ao Congresso para depor na comisso de investigao 17-A, o que fez com que o PP deixasse a sala em protesto.

Junts aproveitou a apario para perguntar se ele sofreu presso depois de ser preso ou se "alguém poderia ter explodido a casa em Alcanar do lado de fora", enquanto o resto dos grupos - mesmo aqueles que apoiaram sua convocao - censuraram o terrorista por acusar o CNI, mais uma vez mudando sua verso, mas sem fornecer provas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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