Europa Press/Contacto/Lucio Tavora
MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu nesta quinta-feira, em sua primeira declaração pública sobre o assunto, que se for provado que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava à frente de um plano de golpe para impedir sua investidura após as eleições de 2022, "ele só tem uma saída, a prisão".
Lula considerou "muito grave" o conteúdo da denúncia apresentada na terça-feira pelo Ministério Público, que, entre outras coisas, incluía um plano adicional para atentar contra sua vida e a de outros altos funcionários, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, ou o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
"O Partido Comunista Brasileiro foi perseguido por quase 50 anos sem ter feito nem 10% do que a equipe do ex-presidente tentou fazer neste país", disse Lula em uma entrevista à Super Rádio Tupi.
Lula disse que, se a acusação "extremamente grave" do Ministério Público for comprovada, ele tem certeza de que Bolsonaro "só tem uma saída, a cadeia". Ao mesmo tempo, ele sugeriu que o ex-presidente já estaria se incriminando antes de ser julgado, dada a campanha de anistia que seus apoiadores lançaram.
"Ele não pode começar a pedir perdão antes de ser julgado. Primeiro ele tem que provar que é inocente, quando pede anistia está provando que é culpado, que cometeu um crime. Ele deveria estar dizendo que vai provar sua inocência", disse ele.
Lula aproveitou a oportunidade para ironizar sobre o problema estomacal que Bolsonaro sofreu nos dias que antecederam a posse de Lula, bem como a viagem que fez aos Estados Unidos para evitar o "constrangimento" de lhe dar o testemunho.
Por sua vez, Bolsonaro continua a defender sua inocência e denuncia que está sendo vítima de perseguição política. O ex-presidente se colocou como líder da "oposição democrática" que Lula visa sempre que está "nas cordas", como escreveu em várias mensagens em sua conta no X.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático