Publicado 11/02/2025 07:09

Kremlin diz que "parte significativa" da Ucrânia agora pertence à Rússia após os comentários de Trump

Archivo - HANDOUT - 19 de dezembro de 2024, Rússia, Moscou: O presidente russo Vladimir Putin se prepara para sua coletiva de imprensa anual de fim de ano. A sessão de perguntas e respostas para jornalistas é combinada com o programa de televisão "Results
-/Kremlin Press Office/dpa - Arquivo

MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -

O Kremlin afirmou nesta terça-feira que "uma parte significativa da Ucrânia quer fazer parte da Rússia" e, de fato, "já faz", em resposta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas quais sugeriu que "um dia" algo assim poderia acontecer.

"Eles podem chegar a um acordo, podem não chegar. Eles podem um dia ser russos, podem um dia não ser", declarou o ocupante da Casa Branca em uma entrevista à Fox News, na qual mais uma vez se apresentou como mediador para alcançar um futuro acordo de paz.

De Moscou, o principal porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, assumiu o desafio, assegurando que o futuro previsto por Trump já é uma realidade, de acordo com agências locais. "O que é fato é que uma parte significativa da Ucrânia quer fazer parte da Rússia e já faz", disse ele, assumindo como russas as regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Zaporiyia e Kherson.

Peskov disse que o povo dessas quatro regiões superou "muitos perigos" para votar em um referendo sobre sua adesão à Federação Russa, apesar do fato de que o referendo foi realizado sem garantias democráticas mínimas aos olhos da grande maioria da comunidade internacional.

O retorno de Trump à Casa Branca também abriu uma possível via de diálogo entre Moscou e Washington, que ainda não foi finalizada. O porta-voz da presidência russa confirmou que os contatos estão "se intensificando", embora o Kremlin não tenha confirmado ou negado uma suposta conversa entre Trump e seu homólogo, Vladimir Putin.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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