Publicado 19/02/2025 10:42

Juan Manuel Santos pede que a Ucrânia e a UE façam parte de um diálogo de paz "inclusivo"

Archivo - Arquivo - O ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos discursa na abertura do evento "World in Progress" do Grupo Prisa em 14 de outubro de 2024 em Barcelona, Catalunha (Espanha). A primeira edição desse evento será realizada nos dias 14 e
David Zorrakino - Europa Press - Arquivo

Lamenta a implementação insuficiente do acordo de paz na Colômbia devido à "cegueira" dos líderes

BARCELONA, 19 fev. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente da Colômbia e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2016, Juan Manuel Santos, pediu que a Ucrânia e a União Europeia façam parte de um diálogo "construtivo e inclusivo" para a paz na Ucrânia, após o início das negociações entre a Rússia e os Estados Unidos.

Foi o que ele disse na quarta-feira em sua cerimônia de investidura como doutor honorário das universidades do Campus Iberus de Excelência Internacional, as de Zaragoza, Lleida, Pública de Navarra e La Rioja, no Auditório do Centro de Culturas e Cooperação Transfronteiriça no campus Cappont em Lleida.

Santos saudou o início do diálogo entre a Rússia e os Estados Unidos, mas enfatizou: "A Ucrânia e a Europa devem estar presentes ali, e os princípios de qualquer paz estável e duradoura devem estar presentes, acima de tudo, a justiça".

Esse reconhecimento foi dado por "seus esforços para acabar com a guerra civil de mais de 50 anos na Colômbia, pela implementação de políticas ambientais corajosas com o objetivo de consolidar a proteção da biodiversidade e combater a mudança climática", e também por ser uma das forças motrizes por trás dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável promovidos pela Agenda 2030.

PAZ NA COLÔMBIA

O ganhador do Prêmio Nobel da Paz explicou que foi Ministro da Defesa da Colômbia e liderou uma ofensiva militar e policial contra os grupos armados das FARC, após o que foi eleito Presidente do país e iniciou conversações de paz com os guerrilheiros: "Muitos me chamaram de traidor, porque eu havia sido eleito como herói de guerra. Mas prefiro ser um traidor para aqueles que só acreditam na guerra do que um traidor para minha própria consciência", disse ele.

Ele lamentou que "a ganância das organizações criminosas e a cegueira de alguns dos líderes que não deram impulso suficiente à implementação do acordo de paz fizeram com que a violência" ressurgisse e crescesse em várias áreas da Colômbia.

Santos advertiu que se "a meditação e a compaixão não forem cultivadas, o mundo continuará à deriva, com a ameaça de autodestruição se alguém cometer a temeridade de usar armas nucleares", e pediu um compromisso para alcançar e manter a paz diante dos impulsos das mentes de destruição e ataque.

MEDO E AMOR

Ele enfatizou que o dilema não é apenas uma questão de terra, poder ou fanatismo, mas entre o medo e o amor: "Aquele que teme, ataca com os olhos fechados. Aquele que ama tem os olhos abertos para ver a centelha de luz que existe em cada ser humano. Mesmo aquele que odeia, não faz nada além de pedir amor por meios inadequados".

O ex-presidente colombiano considera que não haverá paz no mundo enquanto os seres humanos não buscarem e encontrarem a paz que habita em seu interior, pois acredita que esse é um caminho "para dentro", e fez um apelo para que uma massa crítica diga ao mundo que não aceita o padrão duplo de falar sobre paz e fornecer recursos e armas para a guerra.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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