MINISTERIO DE DEFENSA DE ISRAEL
Katz diz que tem o apoio dos EUA para permanecer no Líbano "sem limite de tempo".
MADRID, 27 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades israelenses disseram na quinta-feira que já estão trabalhando na criação de um escritório de "migração voluntária" para deixar a Faixa de Gaza, caso o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de expulsar os palestinos do enclave vá adiante.
"Estou agindo rapidamente para estabelecer uma administração de migração voluntária para permitir que aqueles que desejam deixar Gaza o façam através do porto de Ashdod ou do aeroporto de Ramon", disse o ministro da Defesa, Israel Katz, que reconheceu que "deseja" e "espera" que o plano de Trump se concretize.
Katz enfatizou que Israel está trabalhando em um plano para reforçar suas fronteiras contra possíveis ameaças a fim de evitar episódios como o de 7 de outubro de 2023 e insistiu novamente que "o Hamas não pode mais manter o controle em Gaza, nem civil nem militar".
"Não é permitido que grupos extremistas desse tipo estejam perto da fronteira do Estado de Israel, seja em Gaza, no norte, na Síria ou perto dos assentamentos na Judeia e Samaria (Cisjordânia), ou em qualquer outro lugar", disse ele.
Katz também disse que as operações nos campos de refugiados da Cisjordânia continuarão, pois eles são centros da "infraestrutura do terrorismo" que, segundo ele, o Irã vem financiando há anos.
Nesse sentido, ele enfatizou que, no que diz respeito à "zona de contenção" no Líbano, "não há limite de tempo", pois "isso depende da situação. Recebemos o sinal verde dos Estados Unidos", disse ele.
Com relação à Síria, Katz disse que não confiava nas novas autoridades de transição. "Não confiamos nele. Ele trocou as calças por ternos e fala bem", disse ele sobre o novo presidente, o jihadista Ahmed al Shara, a quem ele se referiu pelo seu nome de guerra, al Golani.
"Confiamos apenas nas Forças de Defesa de Israel", disse Katz, insistindo que elas estarão no lado sírio do Monte Hermon "por um período de tempo ilimitado". "Não permitiremos que a desmilitarização da região sul da Síria seja violada.
ACORDO DE REFÉNS
Katz disse que, embora a primeira fase do cessar-fogo acordado com o Hamas para trazer de volta os reféns tenha sido concluída com sucesso, o grupo palestino deve estar ciente de que o exército israelense está preparado para "voltar à guerra" para recuperar os reféns restantes.
"A maneira mais eficaz de garantir isso é o Hamas saber que a IDF está pronta para voltar à guerra. Essa é a verdade", enfatizou ele em uma reunião com autoridades locais.
Katz negou que uma suposta falta de munição ou o cansaço dos soldados israelenses tenham sido fatores na decisão de acordar um cessar-fogo com o Hamas. "Foi acordado (...) trazer de volta os reféns, vivos e mortos", disse o ministro da defesa.
"Nosso objetivo é trazer todos eles de volta", disse ele, observando que 25 reféns foram devolvidos vivos durante as recentes trocas.
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