Abed Rahim Khatib/dpa - Arquivo
Salienta que o povo palestino pode "acabar com as iluses" de Israel sobre "deslocamento" e "limpeza étnica".
MADRID, 13 fev. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistncia Islmica (Hamas) convocou na quinta-feira marchas entre sexta-feira e domingo na Cisjordnia e em Jerusalém Oriental contra o plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o deslocamento forado de palestinos da Faixa de Gaza e até mesmo para que Washington controle o enclave.
"Convocamos as massas de nosso povo na Cisjordnia e na Jerusalém ocupada para participar de marchas e se juntar ativamente ao movimento global na rejeio de planos para deslocar nosso povo de suas terras e locais sagrados", disse Husam Badran, um membro snior da ala política do grupo.
Ele enfatizou a necessidade de os palestinos que vivem na Cisjordnia e em Jerusalém Oriental se mobilizarem nos próximos trs dias para "defender o direito do povo de manter suas terras e defend-las, bem como seus direitos e locais sagrados", informou o jornal palestino Filastin.
"Os planos da ocupao ao longo da história do conflito fracassaram diante da firmeza, resistncia e desafio de nosso povo", disse Badran, que enfatizou que "a vontade do povo é capaz de quebrar as iluses da ocupao e de seus apoiadores sobre deslocamento, deportao e limpeza étnica".
Badran afirmou que "a firmeza do povo em Gaza diante da guerra genocida por 15 meses e a firmeza do povo no norte da Cisjordnia diante da agresso da ocupao confirmam mais uma vez que os planos de deslocamento esto destinados ao fracasso".
"Enfatizamos a necessidade de solidariedade por parte do nosso povo palestino com todas as faces, foras e instituies, bem como a unidade e o cerrar de fileiras diante da escolha da resistncia e da luta contra os crimes da ocupao e seus planos de deslocamento", concluiu.
Trump props que mais de 1,5 milho de palestinos fossem transferidos fora para o Egito e a Jordnia e chegou a dizer que Washington poderia assumir o controle do enclave, algo rejeitado pela Autoridade Palestina, pelo Hamas e pelos países da regio, que chegaram a alertar que isso poderia levar a uma limpeza étnica e optaram por uma soluo de dois Estados.
De fato, o presidente dos EUA chegou a enfatizar no domingo que seu governo "está comprometido em comprar e possuir" a Faixa de Gaza quando o conflito entre Israel e o Hamas terminar, após um ano e meio de bombardeios israelenses constantes que deixaram o território palestino destruído e mais de 48.200 mortos.
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