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Ele pede que se "evite a todo custo" a retomada das hostilidades e adverte que elas "provocariam uma imensa tragédia".
MADRID, 11 fev. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu nesta terça-feira a Israel e ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) que "cumpram plenamente seus compromissos com o cessar-fogo" e ressaltou que "a retomada das hostilidades na Faixa de Gaza deve ser evitada a todo custo".
"Devemos evitar a todo custo a retomada das hostilidades em Gaza, o que levaria a uma imensa tragédia", disse ele, depois que o Hamas suspendeu na segunda-feira "até novo aviso" a libertação de reféns programada para sábado, após acusar as autoridades israelenses de retardar o retorno de pessoas deslocadas do norte da Faixa de Gaza, continuando a atacar civis e obstruindo a entrada de ajuda.
"Peço ao Hamas que prossiga com a libertação planejada dos reféns no sábado. Os dois lados devem honrar totalmente seus compromissos com o acordo de cessar-fogo e retomar as conversas sérias em Doha para a segunda fase (do acordo)", disse o secretário-geral da ONU.
O Hamas enfatizou seu "compromisso" com o acordo que entrou em vigor em 19 de janeiro, mas condiciona futuros gestos ao cumprimento da parte de Israel, de modo que não prevê, em princípio, uma nova entrega de reféns e até mesmo exige compensação por essas supostas violações por parte das autoridades israelenses.
A troca de 8 de fevereiro foi a quinta troca de reféns e prisioneiros entre as partes desde que o acordo começou a ser implementado, inicialmente planejado para seis semanas e, portanto, pendente de renovação. As negociações pendentes foram ofuscadas, em parte, pelo plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de assumir o controle da Faixa, inclusive expulsando os palestinos.
A esse respeito, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, transmitiu a Guterres, durante uma conversa telefônica, a condenação de Teerã do "plano sionista dos EUA para deslocar a população de Gaza e forçá-la a deixar a área para outros países", antes de pedir à ONU que "pressione contra essa trama perigosa, que ameaça a paz e a segurança internacionais".
"A proposta para o deslocamento forçado dos palestinos viola todas as normas e regulamentos internacionais, bem como a Carta da ONU", disse ele, acrescentando que "na verdade, é um complemento ao projeto do regime sionista para o genocídio dos palestinos e a eliminação da Palestina", de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã.
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