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MADRID 12 fev. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou "veementemente" na tera-feira a morte sob custódia de um funcionário do Programa Mundial de Alimentos (PMA) no norte do Imen, após sua priso no ms passado pelos rebeldes iemenitas Houthi.
Guterres, que expressou suas "mais profundas condolncias família e aos colegas do PMA, pediu uma "investigao imediata, transparente e completa e que os responsáveis respondam por suas aes". "As circunstncias que cercam essa tragédia deplorável permanecem obscuras, e a ONU está buscando urgentemente explicaes das autoridades de fato", disse um comunicado.
O comunicado denuncia que dezenas de membros da equipe da ONU, ONGs nacionais e internacionais, organizaes da sociedade civil e misses diplomáticas "permanecem detidos, alguns deles há vários anos". "Sua contínua deteno arbitrária é inaceitável", afirmou.
"Reitero meu pedido de libertao imediata e incondicional", acrescentou, observando que a ONU está "monitorando de perto essa situao" e continuará a tomar "medidas apropriadas para garantir a segurana de seus funcionários em seus esforos para ajudar o povo iemenita".
A ONU suspendeu todas as operaes na província de Sa'ada, no norte do Imen, na segunda-feira, depois que vários trabalhadores da ONU foram detidos. Desde 2021, os houthis prenderam dezenas de funcionários da ONU, um número que agora chega a cerca de 25.
Essas prises, denunciadas repetidamente pela ONU, ocorrem em meio a uma crise humanitária cada vez mais profunda no Imen, onde quase uma década de conflito entre rebeldes e autoridades reconhecidas internacionalmente deixou 17,6 milhes de pessoas - metade da populao - em situao de insegurana alimentar.
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