MADRID 1 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Guiana, Irfaan Ali, denunciou neste sábado a presença de uma embarcação da Guarda Costeira venezuelana em águas territoriais guianenses e nas proximidades da plataforma petrolífera Liza Prosperity, de propriedade da empresa petrolífera norte-americana ExxonMobil.
"O navio de patrulha transmitiu uma mensagem de rádio declarando estar em 'águas internacionais disputadas' antes de seguir para sudoeste em direção a outra UFPAD", disse Ali em uma mensagem de vídeo publicada em sua página no Facebook.
O incidente ocorreu por volta das 7h de sábado (12h no horário espanhol) no chamado bloco Stabroek, de acordo com Ali, que enfatizou que todos os ativos guianenses e o primeiro UFPAD estão operando legalmente dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do país.
"Que não haja mal-entendidos. As fronteiras marítimas da Guiana são reconhecidas internacionalmente e essa incursão é egoísta", disse ele.
A Guiana já convocou o embaixador venezuelano no país, Carlos Perez, para transmitir um protesto formal que também será transmitido pela Embaixada da Guiana em Caracas. A Guiana também informou os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, o Sistema de Segurança Regional e a Comunidade do Caribe (CARICOM) e "todos responderam positivamente".
Ele também pretende informar a Corte Internacional de Justiça, o secretário-geral da ONU, António Guterres, e os países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Em resposta, a Guiana enviou meios aéreos para a área e as tropas da Força de Defesa da Guiana e da Guarda Costeira estão a caminho.
CONDENAÇÃO DOS EUA
O Departamento de Estado dos EUA condenou a presença venezuelana perto das instalações da ExxonMobil como "inaceitável e uma clara violação do território marítimo internacionalmente reconhecido da Guiana".
"Qualquer provocação adicional resultará em consequências para o regime de Maduro. Os Estados Unidos reafirmam seu apoio à integridade territorial da Guiana e à sentença arbitral de 1899", acrescentou Washington em uma nota do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado.
A Secretaria Geral da OEA também condenou as "ameaças" da Venezuela às instalações da ExonMobil em águas guianenses. "Esses atos de intimidação constituem uma clara violação do direito internacional, prejudicam a estabilidade regional e ameaçam os princípios da coexistência pacífica entre as nações", advertiu.
A OEA aproveitou a oportunidade para reiterar seu "firme apoio à soberania e à integridade territorial da Guiana" e para conclamar o "regime venezuelano" a cessar imediatamente "todas as manobras agressivas que possam aumentar as tensões na região".
"Qualquer tentativa de usar coerção ou força para alterar as fronteiras estabelecidas é inaceitável e contrária aos princípios fundamentais da Carta da OEA e do direito internacional em geral", acrescentou.
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