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EUA, Japão e Coreia do Sul fortalecem a cooperação em todos os níveis diante da "ameaça" norte-coreana.
MADRID, 16 fev. (EUROPA PRESS) -
Os ministros das Relações Exteriores do G7 expressaram sua preocupação com a estratégia armamentista da Coreia do Norte e pediram a desnuclearização "irreversível" do país, ao mesmo tempo em que alertaram sobre os perigos representados pelo "apoio direto" das autoridades norte-coreanas à Rússia na guerra contra a Ucrânia, em uma reunião paralela à Conferência de Segurança de Munique.
"Os membros do G7 expressaram sua profunda preocupação com os programas nucleares e de mísseis balísticos da RPDC (República Popular Democrática da Coreia) e reafirmaram seu compromisso com a completa desnuclearização da península coreana", diz uma nota conjunta assinada pelos ministros das Relações Exteriores do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, EUA e o Alto Representante da UE.
Para isso, acrescenta o comunicado, eles exigiram o abandono "completo, verificável e irreversível" de todas as suas armas e programas nucleares, bem como de "quaisquer outras armas de destruição em massa e seus programas de mísseis balísticos", de acordo com as resoluções "relevantes" do Conselho de Segurança da ONU.
O grupo também se concentrou na colaboração entre Moscou e Pyongyang no contexto do conflito russo-ucraniano, que começou há três anos neste mês.
"O apoio direto da RPDC à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia marca uma expansão perigosa do conflito, com sérias consequências para a segurança europeia e do Indo-Pacífico", disseram eles, pedindo ao país asiático que "cesse imediatamente toda a assistência" à Rússia, "incluindo a retirada de suas tropas".
ENFRENTANDO A AMEAÇA NORTE-COREANA
Paralelamente, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reuniu-se com seus homólogos japonês e sul-coreano, Iwaya Takeshi e Cho Tae Yul, respectivamente, para "reafirmar sua inabalável parceria trilateral".
Nesse contexto, eles defenderam o fortalecimento da cooperação em segurança e autodefesa, comprometendo-se a "tomar medidas decisivas para combater ameaças, aumentar a resiliência econômica e promover interesses compartilhados", incluindo questões relacionadas às capacidades nucleares dos três estados.
Um dos pontos focais do trílogo foi a "profunda preocupação" com a "ameaça norte-coreana", que não se limita apenas a programas nucleares e de mísseis, mas também inclui "atividades cibernéticas maliciosas, incluindo roubo de criptomoedas, e crescente cooperação militar com a Rússia".
Nesse sentido, os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul advertiram "firmemente" que "não tolerarão nenhuma provocação ou ameaça a suas pátrias", razão pela qual decidiram "fortalecer seus esforços trilaterais por meio de uma estreita coordenação de políticas em todos os níveis".
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