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MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -
A presidente de Honduras, Xiomara Castro, anunciou na terça-feira que o Tratado de Extradição acordado entre os países será prorrogado para além de 28 de fevereiro, data em que o acordo entre as partes, que se envolveram em uma breve disputa diplomática há alguns meses, deveria expirar.
"Anuncio que cheguei a um acordo com a nova administração dos EUA para que o Tratado de Extradição continue com as salvaguardas necessárias para o Estado de Honduras, garantindo sua aplicação objetiva", disse ela.
Ela explicou que isso manterá intacto "o respeito à integridade das Forças Armadas, a instituição responsável por defender a soberania, manter a paz, fazer cumprir a regra da Constituição e garantir a segurança de nosso processo eleitoral democrático", disse Castro em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Nas próximas horas, o ministro das Relações Exteriores, Enrique Reina, deverá dar uma entrevista coletiva para dar detalhes do pacto, cinco meses depois que a própria presidente hondurenha ameaçou pôr fim ao tratado devido à "interferência" e ao "intervencionismo" dos Estados Unidos.
A tensão entre os dois países aumentou depois que a embaixadora dos EUA em Honduras, Laura Dogu, criticou uma reunião entre o então ministro da defesa, José Manuel Zelaya, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Roosevelth Hernández, com o ministro da defesa venezuelano, Vladimir Padrino, que o sistema judiciário dos EUA descreve como um "traficante de drogas". Uma recompensa de 15 milhões de dólares (14,3 milhões de euros) foi dada a ele.
Castro acusou o governo dos EUA de tentar "dirigir a política hondurenha por meio de sua embaixada e de outros representantes", o que ele considerou "intolerável".
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