Alberto Paredes - Europa Press
Exorta a sociedade americana a não desviar o olhar da guerra
BARCELONA, 27 fev. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Defesa, Margarita Robles, disse na quinta-feira que a Ucrânia é a vítima da guerra e pediu que a paz seja "justa, duradoura e com a Ucrânia como protagonista" e não a qualquer preço.
Ela disse isso no evento "Ucrânia: três anos de resistência e esperança", realizado nesta quinta-feira no CosmoCaixa, em Barcelona, onde pediu que a opinião pública europeia não ficasse indiferente a esse conflito.
"Poderíamos lançar satélites para muito longe, como Elon Musk, mas como seria este mundo sem uma paz justa?", perguntou Robles, que também pediu à sociedade norte-americana que não olhasse para o outro lado diante da injustiça e da violação dos direitos humanos.
Ela ressaltou que, quando ouve falar em terras raras, pensa: "O estranho é que estamos nesse debate", em referência ao acordo entre os Estados Unidos e a Rússia sobre esses recursos minerais e os planos para a reconstrução da Ucrânia após o fim do conflito.
O PAPEL DA EUROPA
Robles defendeu o papel da Europa nesse conflito, pois considera que "é a única que pode dar esperança", e afirmou que a Espanha continuará insistindo e liderando para não deixar a Ucrânia sozinha.
A ministra disse que a Europa deve ajudar na reconstrução da Ucrânia para que "as crianças não cresçam no ódio, mas no amor", e acrescentou que o amor também é perdão, após o que agradeceu à freira Irmã Lucia Caram, que estava presente no evento, por seu trabalho com as pessoas afetadas pela guerra.
Ele disse que a invasão da Ucrânia não é apenas um ataque contra a integridade territorial, mas também contra os valores dos direitos humanos, da paz, da tolerância e da liberdade: "Temos muito em jogo", alertou.
"Não podemos ser insensíveis diante da dor. A causa da Ucrânia é uma causa para todos nós. Trabalharemos por uma paz justa e duradoura, com a Ucrânia, com os ucranianos, pelo tempo que for necessário", enfatizou.
A LIDERANÇA DO PAPA
A ministra também dirigiu algumas palavras ao Papa Francisco, hospitalizado com pneumonia, e destacou que no mundo "deve haver uma liderança para a paz" como a do pontífice.
Também participaram do evento o ministro catalão da União Europeia e Ação Externa, Jaume Duch; a vice-prefeita de Barcelona, Maria Eugènia Gay; a freira Irmã Lucía Caram e o presidente da Fira de Barcelona, Pau Relat.
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