Publicado 27/02/2025 15:44

A Espanha pede uma "paz justa e duradoura com a Ucrânia como protagonista" e não a qualquer preço

A Ministra da Defesa, Margarita Robles, durante a conferência "Desafio de construir a paz na Ucrânia", no Museu de Ciências CosmoCaixa, em 27 de fevereiro de 2025, em Barcelona, Catalunha (Espanha). A conferência faz parte de um dia de apoio à Ucrânia.
Alberto Paredes - Europa Press

Exorta a sociedade americana a não desviar o olhar da guerra

BARCELONA, 27 fev. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Defesa, Margarita Robles, disse na quinta-feira que a Ucrânia é a vítima da guerra e pediu que a paz seja "justa, duradoura e com a Ucrânia como protagonista" e não a qualquer preço.

Ela disse isso no evento "Ucrânia: três anos de resistência e esperança", realizado nesta quinta-feira no CosmoCaixa, em Barcelona, onde pediu que a opinião pública europeia não ficasse indiferente a esse conflito.

"Poderíamos lançar satélites para muito longe, como Elon Musk, mas como seria este mundo sem uma paz justa?", perguntou Robles, que também pediu à sociedade norte-americana que não olhasse para o outro lado diante da injustiça e da violação dos direitos humanos.

Ela ressaltou que, quando ouve falar em terras raras, pensa: "O estranho é que estamos nesse debate", em referência ao acordo entre os Estados Unidos e a Rússia sobre esses recursos minerais e os planos para a reconstrução da Ucrânia após o fim do conflito.

O PAPEL DA EUROPA

Robles defendeu o papel da Europa nesse conflito, pois considera que "é a única que pode dar esperança", e afirmou que a Espanha continuará insistindo e liderando para não deixar a Ucrânia sozinha.

A ministra disse que a Europa deve ajudar na reconstrução da Ucrânia para que "as crianças não cresçam no ódio, mas no amor", e acrescentou que o amor também é perdão, após o que agradeceu à freira Irmã Lucia Caram, que estava presente no evento, por seu trabalho com as pessoas afetadas pela guerra.

Ele disse que a invasão da Ucrânia não é apenas um ataque contra a integridade territorial, mas também contra os valores dos direitos humanos, da paz, da tolerância e da liberdade: "Temos muito em jogo", alertou.

"Não podemos ser insensíveis diante da dor. A causa da Ucrânia é uma causa para todos nós. Trabalharemos por uma paz justa e duradoura, com a Ucrânia, com os ucranianos, pelo tempo que for necessário", enfatizou.

A LIDERANÇA DO PAPA

A ministra também dirigiu algumas palavras ao Papa Francisco, hospitalizado com pneumonia, e destacou que no mundo "deve haver uma liderança para a paz" como a do pontífice.

Também participaram do evento o ministro catalão da União Europeia e Ação Externa, Jaume Duch; a vice-prefeita de Barcelona, Maria Eugènia Gay; a freira Irmã Lucía Caram e o presidente da Fira de Barcelona, Pau Relat.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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