Europa Press/Contacto/Bernd Elmenthaler - Arquivo
MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -
O escritor britânico de origem indiana Salman Rushdie testemunhou na terça-feira no julgamento contra o jovem que o esfaqueou durante uma apresentação no estado americano de Nova York em agosto de 2022.
"Passou pela minha cabeça que eu estava morrendo. Esse foi meu principal pensamento", disse ele, acrescentando que sentiu "grande dor" e "choque" depois de perceber que estava perdendo muito sangue, de acordo com a NBC News.
Matar, 27 anos, de Fairview, Nova Jersey, se declarou inocente de tentativa de homicídio e agressão após ser acusado pela Promotoria Pública de Nova York no Condado de Chautauqua. Rushdie passou 17 dias no hospital em estado grave.
O escritor de 77 anos ficou cego do olho direito após receber até 12 facadas no rosto, pescoço, fígado, tórax e abdômen. Rushdie estava no palco quando foi abordado por um jovem vestido de preto com uma faca.
Matar é suspeito de simpatizar nas redes sociais com a Guarda Revolucionária do Irã, que em 1989 declarou uma "fatwa" para matar o escritor por seu livro "Os Versos Satânicos", publicado um ano antes e considerado um ato de heresia na república islâmica.
O governo iraniano acabou se distanciando da fatwa do então líder supremo iraniano Ayatollah Khomeini, mas em 2012 uma fundação religiosa iraniana semi-oficial aumentou a recompensa por Rushdie de US$ 2,8 milhões para US$ 3,3 milhões.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático