PRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo
MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) -
O governo do Equador, liderado pelo presidente Daniel Noboa, propôs nesta quarta-feira a incorporação de "forças especiais" estrangeiras de "países aliados" às fileiras das Forças Armadas e da Polícia Nacional para combater o "narcoterrorismo".
O presidente Noboa solicitou ao Ministério das Relações Exteriores que realize "as abordagens pertinentes" para "coordenar esforços e estabelecer acordos de cooperação" para atingir esse objetivo, respeitando a estrutura constitucional equatoriana.
"As máfias e o narcotráfico operam em redes internacionais, por isso é necessário agir em conjunto para combatê-los de forma mais eficaz", disse o governo equatoriano em um comunicado, acrescentando que "enfrentar um inimigo comum" exige "unidade e decisões firmes".
Nesse sentido, o governo de Noboa argumentou que essa medida, que pretende ser "temporária", busca "fortalecer a segurança" no país latino-americano, além de "reforçar a luta contra o crime organizado transnacional".
"A Assembleia Nacional é instada a se pronunciar sobre esta e outras iniciativas, como a reforma parcial do artigo 5 da Constituição, que busca eliminar a proibição de estabelecer bases militares estrangeiras no país", concluiu.
Noboa decretou estado de emergência no início de janeiro em sete províncias, dois cantões e o distrito metropolitano de Quito devido à "grave comoção interna" causada pela atividade de grupos armados.
Há um ano, o presidente equatoriano decretou estado de conflito armado interno no país em resposta ao aumento do crime organizado. Desde então, ele vem renovando essa medida, o que implica a presença constante das forças armadas nas ruas.
O caso dos quatro menores que desapareceram no bairro de Las Malvinas, na cidade de Guayaquil, e que foram encontrados carbonizados perto da área da base do exército em Taura, depois de terem sido detidos pelo exército, colocou em questão o governo de Noboa, bem como a crescente militarização do Equador.
O judiciário equatoriano prendeu 16 membros do exército por suposto desaparecimento forçado de acordo com o Artigo 84 do Código Penal no contexto desse caso. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) instou o Equador a investigar e processar os responsáveis.
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