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MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -
O enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Oriente Médio, Steve Witkoff, advertiu nesta quinta-feira que a segunda fase do acordo entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para um cessar-fogo na Faixa de Gaza é "mais difícil" porque as autoridades israelenses exigem a saída do grupo islamita do governo do enclave.
"Temos que ter em mente que há um fim para a guerra como parte da segunda fase. Acho que os israelenses têm uma 'linha vermelha', que é a de que não pode haver Hamas no governo. Portanto, é difícil fechar esse círculo, mas estamos fazendo muito progresso nas conversações", disse Witkoff durante um discurso em um fórum do Instituto IIF em Miami.
"Espero que a boa vontade da primeira fase seja transferida para a segunda fase, porque há muitas famílias (israelenses) que têm filhos lá, que são reféns (...) Acho que a segunda fase é mais difícil, mas acho que no final, se trabalharmos duro, há uma boa chance de sucesso. Todos estão comprometidos com essa noção de que libertar os reféns é bom", acrescentou.
Witkoff enfatizou a complexidade dessas negociações devido aos vetos cruzados entre Israel e o Hamas. "O Hamas não quer se sentar à mesa com os israelenses e os israelenses não querem se sentar à mesa com eles", acrescentou o enviado de Trump, que destacou o trabalho de Brett McGurk como representante dos EUA para o Oriente Médio durante o governo de Joe Biden.
Por outro lado, Witkoff aproveitou a oportunidade para esclarecer que o plano para Gaza proposto por Trump - que chegou a defender a "limpeza" do enclave e até mesmo transformá-lo em um resort turístico - foi mal interpretado e que o verdadeiro objetivo do presidente era "mudar a forma de pensar de todos" e refletir sobre "qual é a melhor solução para o povo palestino".
"Por exemplo, eles querem morar em uma casa lá ou preferem ter a oportunidade de se reassentar em um lugar melhor, ter empregos, benefícios e perspectivas financeiras?
O Hamas lançou um ataque sem precedentes em território israelense em 7 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo outras 240 reféns. O exército israelense respondeu com uma ofensiva militar sangrenta na Faixa de Gaza que já matou mais de 48.300 pessoas, a maioria mulheres e crianças, mas também milhares de membros do Hamas.
As partes chegaram a um acordo em meados de janeiro para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, bem como para a troca de 33 reféns israelenses em troca de centenas de prisioneiros palestinos na primeira fase do acordo. A entrega de quinta-feira já é a sétima de reféns, desta vez de quatro israelenses mortos por ataques israelenses durante seu cativeiro.
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