Publicado 19/02/2025 22:52

Empresa de mídia social de Trump processa juiz da Suprema Corte brasileira que investiga Bolsonaro

Archivo - 6 de outubro de 2024, São Paulo, São Paulo, Brasil: SAO PAULO (SP), 06/10/2024 " MOVIMENTO / ELEIÇÕES / MADRE ALIX / SP " O Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, durante votação na escola Madre Alix, no Jardim P
Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana

MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -

A empresa de mídia social 'Trump Media & Technology Group', fundada em 2021 pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, processou o juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro, Alexandre de Moraes, que está avaliando se deve ordenar a prisão do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro por suposto golpe de Estado.

A empresa, que administra a rede social Truth Social, uniu forças com a empresa de mídia social Rumble e acusou Moraes de violar a liberdade de expressão por ordenar o fechamento das contas de um comentarista brasileiro que vive nos Estados Unidos e é apoiador do ex-presidente, de acordo com a rede de televisão americana CNN.

"Permitir que o juiz De Moraes amordaçasse um usuário vocal de um meio de comunicação digital dos EUA colocaria em risco o compromisso fundamental do nosso país com um debate aberto e robusto. Nem a dicta extraterritorial nem o excesso judicial do exterior podem se sobrepor às liberdades protegidas pela Constituição e pela lei dos Estados Unidos", diz o documento.

Se as ações de De Moraes se limitassem ao Brasil, elas seriam lamentáveis e provavelmente não estariam dentro da jurisdição dos tribunais dos EUA", disseram eles. "Mas muitas das ações do juiz, incluindo as ordens ilegais de mordaça aqui contestadas, atingem diretamente os EUA para obrigar a ação de empresas americanas que não têm presença no Brasil, e terão o efeito de suprimir o discurso não apenas no Brasil, mas nos EUA e em todo o mundo", acrescentaram.

A queixa veio um dia depois que o Ministério Público brasileiro apresentou uma queixa a De Moraes acusando Bolsonaro, um aliado de Trump, e 30 outras pessoas de tentar um golpe de Estado após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2022.

O Ministério Público brasileiro também alertou sobre a existência de um plano de Bolsonaro para realizar os assassinatos por envenenamento de Lula, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o uso de "armas de guerra" contra De Moraes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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