MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Geral de Associações Oficiais de Dietistas e Nutricionistas (CGCODN) apresentou um relatório ao comitê de negociação do VII Acordo Trabalhista do Estado para a Indústria Hoteleira, no qual denuncia a "situação precária" desses profissionais e, portanto, solicita a aplicação de "algumas modificações" para melhorar e reconhecer "mais adequadamente" seu trabalho.
"A atual redação do Acordo de Trabalho do Estado para a Indústria Hoteleira e de Catering (ALEH) não abrange adequadamente o nutricionista-nutricionista em termos de denominação, área funcional e grupo profissional. Isso significa que os nutricionistas que trabalham em serviços de alimentação coletiva recebem um salário que não corresponde ao seu nível de treinamento e grau de responsabilidade", explicou o presidente da CGCODN, Manuel Moñino.
Nesse sentido, ele reclamou que os nutricionistas estão incluídos no segundo grupo profissional, apesar de serem "graduados universitários" que realizam seu trabalho "com total autonomia" no âmbito de suas funções, razão pela qual Moñino exigiu "ser designado para o primeiro grupo profissional, que corresponde a essas características".
Outra das medidas solicitadas pelo grupo é nomear a profissão "corretamente", e Moñino considera que "a redação atual dos regulamentos da ALEH causa confusão entre a figura do nutricionista-nutricionista (Graduado ou Diploma Universitário em Nutrição Humana e Dietética) e a do técnico sênior em Dietética (TSD, com Grau Superior de Formação Profissional)", por isso solicitaram a mudança do nome de "nutricionista" para "nutricionista-nutricionista".
Além do relatório, a CGCODN elaborou um modelo de carta com essas solicitações, para que os nutricionistas em serviços de alimentação coletiva possam enviá-la aos seus representantes sindicais e, assim, solicitar a melhoria das condições de trabalho por meio da ferramenta de negociação coletiva.
"A partir do Conselho Geral, e seguindo as funções que temos em nossos estatutos, solicitamos e continuaremos a exigir a defesa dos interesses profissionais dos membros, neste caso em uma área, a de catering coletivo e hospitalidade, que requer uma avaliação especial de nosso trabalho e uma melhoria substancial nas condições de trabalho do coletivo", concluiu Moñino.
Por sua vez, a secretária da CGCODN, María José Ibáñez, ressaltou a importância dessa figura no setor, já que a maioria "realiza tarefas de elaboração e supervisão de cardápios e dietas terapêuticas para crianças em idade escolar, hospitais, centros de saúde e socio-sanitários, nos quais a saúde de seus usuários depende em grande parte da dieta que recebem".
Lamentou também que a área funcional em que se situa o nutricionista-nutricionista seja apenas a dos serviços de catering, o que considera insuficiente por não incluir "todo o trabalho" que realizam, incluindo a cozinha, o restaurante, as coletividades e o catering, partes que "são também fundamentais para garantir o correto funcionamento dos serviços de catering coletivo", razão pela qual solicitou que sejam incluídas em todas as áreas funcionais em que realizam seu trabalho.
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