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MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, acusou seu colega norte-americano, Marco Rubio, de "criar e inflar a fábula" da misteriosa doença sofrida nos últimos anos pelo pessoal diplomático, político e de segurança dos Estados Unidos, batizada de "síndrome de Havana" por causa de sua incidência inicial em Cuba.
"O secretário de Estado dos EUA estava entre aqueles que criaram e inflaram a fábula de supostos ataques acústicos e inventaram o nome Síndrome de Havana", disse o ministro das Relações Exteriores de Cuba em sua conta na rede social X.
Nesse sentido, denunciou que "naturalmente insistem em reavivá-la, apesar de ter sido descartada pela comunidade científica e pelos serviços de inteligência".
No início deste ano, duas agências de inteligência dos EUA apontaram a possibilidade de que a doença tenha sido causada por agentes estrangeiros, embora a maioria das agências ainda considere isso improvável.
A síndrome surgiu pela primeira vez em 2016 entre diplomatas em Cuba e afetou dezenas de pessoas em vários locais, incluindo Bogotá e Viena. Embora tenha havido especulações de que ela tenha sido causada por um ataque de energia direcionada, o relatório do Senado pede que a CIA investigue mais, pois ainda há muitas perguntas sem resposta.
Esses indivíduos sofreram uma série de sintomas que os especialistas médicos atribuíram a ultrassom ou micro-ondas de origem desconhecida. O relatório final, publicado em 2023, concluiu que era "altamente improvável" que fosse obra de um Estado estrangeiro, embora nenhuma teoria alternativa tenha sido oferecida e essa onda de "incidentes médicos anômalos" continue sendo um mistério.
Uma investigação conjunta publicada em 1º de abril por "The Insider", "Der Spiegel" e CBS contradisse a versão oficial e apontou para supostas atividades secretas promovidas pela inteligência russa. Um dos responsáveis pelas investigações do Pentágono, Greg Edgreen, colocou o "nexo russo" como o denominador comum em todos os casos. A Rússia sempre se isentou de qualquer suspeita.
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