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ONU denuncia "outro exemplo do preço que os jornalistas pagam" por cobrir o conflito na Ucrânia
MADRID, 27 fev. (EUROPA PRESS) -
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condenou nesta quarta-feira a morte da jornalista ucraniana Tatiana Kulik, editora-chefe da seção multimídia da agência de notícias Ukrinform, em um ataque do exército russo à cidade de Buchanski, localizada na região de Kiev.
"O ataque do drone russo que matou a jornalista ucraniana Tatiana Kulik, poucos dias após o aniversário de três anos da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, é um trágico lembrete dos riscos enfrentados todos os dias pelos jornalistas que vivem e trabalham no país", disse o diretor do programa do CPJ, Carlos Martínez de la Serna.
Durante o ataque na manhã de quarta-feira, um drone atingiu a casa de Kulik, matando-a e a seu marido, Pablo Ivanchov, um cirurgião e professor universitário de medicina, de acordo com a agência de notícias para a qual a repórter ucraniana trabalhava.
O diretor geral da Ukrinform, Sergei Cherevati, disse que Kulik "era uma grande jornalista" que fazia programas sobre o conflito e o exército ucraniano. "Ela sempre permanecerá em nossos corações e em nossa memória. Vingaremos nossa colega com materiais que expõem os crimes de guerra do agressor", disse ele.
A ONU, que estendeu suas condolências aos entes queridos dos mortos, denunciou o ataque como "outro exemplo do preço que os jornalistas pagam" por cobrir o conflito na Ucrânia, bem como outros conflitos em todo o mundo.
O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, disse em uma coletiva de imprensa que eles "levam esses assuntos muito a sério". "Condenamos toda morte de um jornalista", acrescentou.
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