UE/ALEXANDROS MICHAILIDIS
BRUXELAS 24 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu nesta segunda-feira o firme apoio da Unio Europeia Ucrnia diante da invaso russa em Kiev, e deixou claro que o bloco fará "o que for necessário" para garantir sua própria segurana, ao mesmo tempo em que ressaltou que a Rússia é uma "ameaa ordem mundial" e que um acordo de paz no pode "recompensar o agressor".
"A Unio Europeia está pronta para fazer o que for necessário para a sua segurana e para continuar a apoiar a Ucrnia", disse o ex-primeiro-ministro portugus durante seu discurso na cúpula internacional em que vários líderes europeus, incluindo o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, foram a Kiev para apoiar o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, no terceiro aniversário do início da guerra.
Justamente o apoio Ucrnia e a necessidade de fortalecer a defesa na Europa so os dois principais motivos pelos quais Costa convocou os chefes de Estado e de governo da UE para uma cúpula extraordinária no dia 6 de maro em Bruxelas. Os detalhes das propostas que estaro sobre a mesa ainda no foram divulgados, mas o Presidente do Conselho Europeu espera que os líderes estejam "preparados para tomar decises", como ele disse quando anunciou a reunio no domingo.
Falando também ao lado da Comisso Europeia, cuja presidente Ursula von der Leyen prometeu levar cúpula um "plano abrangente" para fortalecer a defesa e a produo de armas na Europa, Costa disse que os 27 esto determinados a "cumprir efetivamente" o fortalecimento das capacidades de defesa e "investir significativamente" nisso. A UE também está pronta para "aumentar o apoio financeiro e militar Ucrnia", disse ele, e para "construir o futuro da Ucrnia dentro da UE".
Nesse contexto, Costa defendeu em Kiev que a Rússia "é uma ameaa ordem internacional baseada em regras" e advertiu que Putin "quer nos dividir", embora tenha enfatizado que o apoio da UE Ucrnia é "forte, unido e inalterável" e reiterado que nenhum acordo de paz pode ir adiante se for decidido sem a Ucrnia.
"No haverá negociao confiável e bem-sucedida nem paz duradoura sem a Ucrnia e a Unio Europeia. Só a Ucrnia pode decidir quando esto reunidas as condies para iniciar uma negociao de paz", disse o socialista portugus, num momento em que a UE-27 assiste com apreenso s negociaes entre Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com a guerra nas costas de ucranianos e europeus.
Costa argumentou que a paz "no pode ser um simples cessar-fogo", mas deve ser um pacto "duradouro" que "no deve recompensar o agressor". Temos que aprender as lies do passado, dos acordos de Budapeste e Minsk", disse ele, antes de insistir que "somente garantias de segurana concretas e sólidas garantiro uma paz global, justa e duradoura na Ucrnia e na Europa como um todo".
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