Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, defendeu o aumento dos gastos com defesa coordenando "as capacidades" de todos os países europeus, e que isso não deve ser feito como um simples aumento na porcentagem do PIB alocada para as capacidades militares da União Europeia.
Ele afirmou isso em uma entrevista à 'TVE', relatada pela Europa Press, na qual também insistiu na necessidade de flexibilizar as fontes de financiamento para que o aumento dos gastos com defesa venha de "uma fonte doméstica", mas também "de um ângulo europeu".
Cuerpo destacou que a Espanha tem "um compromisso claro" de continuar aumentando os gastos militares para 2% do PIB e que, nos últimos anos, foi o país da OTAN que mais aumentou esses gastos "em termos absolutos". Ele também se referiu ao fato de que a Europa está em negociações para chegar a um acordo sobre como responder ao desafio de reconstruir a capacidade de defesa em solo europeu.
Dito isso, o Ministro das Finanças disse que a situação atual deve levar a União Europeia a ver o aumento dos gastos com defesa "de um ponto de vista completamente comunitário". "Não é simplesmente uma questão de todos nós aumentarmos nossos gastos como porcentagem do PIB, mas de fazê-lo de forma coordenada, pensando nas capacidades de defesa que temos como continente", explicou.
Ele também destacou que esse ângulo deve levar os Estados-membros a buscar outras fontes de financiamento para complementar o que cada país aloca, o que está nas próprias regras fiscais da União Europeia.
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