MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades sul-coreanas expressaram nesta quarta-feira sua disposição de acolher soldados norte-coreanos que estão posicionados em território ucraniano ao lado das tropas russas como parte da invasão, mas que são capturados no campo de batalha e tentam desertar da Coreia do Norte.
Isso foi explicado em uma declaração emitida pelo Ministério das Relações Exteriores do país, na qual indicou que os "soldados norte-coreanos são cidadãos sul-coreanos de acordo com a Constituição". "Respeitar a vontade desses indivíduos está de acordo com a lei internacional", disse a declaração.
Dessa forma, o governo sul-coreano abordou os últimos relatos de que vários soldados da Coreia do Norte foram feridos durante o conflito depois de serem enviados em apoio à Rússia no âmbito do acordo de defesa estratégica firmado no ano passado entre o presidente russo Vladimir Putin e o líder norte-coreano Kim Jong Un.
As autoridades ucranianas anunciaram a captura de dois soldados norte-coreanos que lutavam ao lado das tropas russas na província russa de Kursk, onde Kiev lançou uma operação militar no verão passado. O governo ucraniano propôs devolvê-los à Coreia do Norte, caso Pyongyang esteja disposta a facilitar uma troca com os militares ucranianos atualmente detidos na Rússia.
O presidente ucraniano Volodimir Zelensky estimou que cerca de 4.000 militares norte-coreanos foram mortos ou feridos em Kursk, embora esse número não tenha sido verificado.
O anúncio do governo sul-coreano foi feito depois que um soldado indicou em uma entrevista ao jornal "Chosun Ilbo" que planeja pedir asilo na Coreia do Sul. O Ministério agora argumenta que "eles não devem ser enviados de volta a um lugar onde estão ameaçados de perseguição".
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