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MADRID 15 fev. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) nomeou um grupo de especialistas para colaborar com as autoridades hondurenhas na investigação do assassinato da ativista ambiental Berta Cáceres.
O Grupo Interdisciplinar de Especialistas Independentes para o Caso Berta Cáceres (GIEI Honduras) foi criado sob um acordo assinado pela CIDH, o Estado de Honduras e a parte representante, COPINH (Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras) e Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) para "fortalecer a investigação dos fatos relacionados ao assassinato da defensora de direitos humanos Berta Cáceres e outros crimes relacionados". O grupo proporá "medidas de reparação e garantias de não repetição", disse a CIDH em um comunicado.
A apresentação do GIEI em Tegucigalpa contou com a presença da presidente da CIDH, Andrea Pochak, além de autoridades hondurenhas de alto escalão, familiares de Berta Cáceres e membros do COPINH.
"O GIEI Honduras trabalhará de forma independente e imparcial. Durante seu mandato, estabelecerá diálogos com vítimas e testemunhas, bem como com autoridades estatais e organizações da sociedade civil. Também recorrerá às principais fontes de informação para o esclarecimento dos fatos, além daquelas fornecidas por suas contrapartes no Estado e na sociedade civil hondurenha", disse a CIDH em um comunicado.
Os quatro membros do GIEI, Ricardo Guzmán Loyo, Roxanna Altholz Pedro Biscay e Jaime Vidal como secretário executivo, terão um mandato de seis meses a partir de sua criação. Eles apresentarão relatórios parciais e um relatório final, todos disponíveis ao público.
"O trabalho do GIEI representa um passo fundamental na luta contra a impunidade e na proteção dos defensores dos direitos humanos, cujo papel é fundamental para a democracia e o Estado de Direito na região", destacou a CIDH.
Cáceres, ganhadora do Prêmio Goldman, o maior prêmio ambiental, foi assassinada depois de anos recebendo ameaças de morte por sua campanha para impedir a construção da represa Agua Zarca, uma infraestrutura que, se construída, destruiria florestas nativas e territórios indígenas.
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