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MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades chinesas pediram ao governo tailandês, nesta quarta-feira, que mantenha o corte de energia em vários pontos da fronteira com a Birmânia, a fim de acabar com as redes de golpes que lucram com o trabalho de migrantes que estão ilegalmente no país e que, em sua maioria, são vítimas do tráfico de pessoas.
Liu Zhongyi, uma autoridade sênior de segurança pública chinesa, apresentou um "roteiro" ao Ministério da Defesa da Tailândia que inclui quatro pontos a serem seguidos para combater essas redes criminosas, cujos principais alvos são, em sua maioria, cidadãos chineses.
Entre as propostas apresentadas está o corte ininterrupto dos serviços de eletricidade, combustível e internet nas linhas que vão para o território birmanês.
A medida vem logo após a junta militar que governa a Birmânia desde o golpe de 2021 ter concordado em realocar mais de mil estrangeiros de uma dúzia de nacionalidades para o território tailandês.
As autoridades chinesas também colocaram na mesa a possibilidade de reforçar os controles de fronteira para evitar que os membros dessas redes fujam para outros países e para facilitar a deportação de cidadãos chineses, de acordo com informações coletadas pelo portal de notícias Irrawaddy.
De acordo com as Nações Unidas, milhares de pessoas são vítimas de tráfico humano por gangues criminosas que operam no país e que as forçam a trabalhar nesses centros de golpes cibernéticos.
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