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BRUXELAS, 21 fev. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia pretende aumentar a vigilância dos cabos submarinos diante do aumento de ataques no Mar Báltico e fornecerá apoio operacional aos Estados membros para reparar danos a essas infraestruturas essenciais, incluindo o envio de drones e navios de reparo.
O plano apresentado pela vice-presidente executiva da Comissão Europeia para soberania tecnológica, segurança e democracia, Henna Virkunnen, estabelece medidas para fortalecer a vigilância da infraestrutura, bem como a prevenção, a dissuasão e a resposta a ataques a cabos submarinos, um fenômeno que aumentou no Mar Báltico no ano passado. "Vemos como tudo pode ser usado como uma arma contra nós. A infraestrutura crítica e a segurança cibernética foram atacadas, tentando criar confusão e desconfiança", disse o comissário finlandês.
"Não aceitaremos tais ações. Estamos tomando medidas decisivas para proteger nossas conexões", disse Virkunnen, denunciando o aumento de incidentes nessas infraestruturas que representam riscos significativos à segurança.
Como parte da iniciativa de Helsinque, Bruxelas está colocando na mesa a criação de um mecanismo de monitoramento integrado para auxiliar os estados-membros que aderirem voluntariamente a esse formato. A ideia é compartilhar dados e informações para criar confiança entre os estados-membros, operadores privados, o setor de transporte marítimo e canais de defesa, como a OTAN.
Nesse sentido, o executivo europeu prevê a implantação de drones aéreos, de superfície e submarinos para melhorar a capacidade de rastreamento, localização e vigilância dos estados-membros quando encontrarem embarcações com atividades suspeitas.
Ele também solicita a criação, em curto prazo, de um centro regional específico na região do Mar Báltico para servir como um banco de testes para a abordagem de vigilância integrada. Além disso, solicita que seja explorada a implementação de uma rede de sensores submarinos para proteger os cabos submarinos.
APOIO AO REPARO DE CABOS SUBMARINOS
O plano da UE também inclui o envolvimento de Bruxelas no reparo de cabos submarinos, apontando para a futura criação de uma frota de navios da UE para ajudar os países afetados por incidentes em seus cabos elétricos ou ópticos.
Em curto prazo, as alternativas incluem a facilitação de contratos para o reparo dessas infraestruturas, a criação de uma reserva europeia de materiais, equipamentos e peças, bem como o apoio à compra de mais embarcações de reparo.
"Adicionar mais embarcações à frota atual diminuiria o tempo de reação para infraestruturas submarinas críticas afetadas por falhas sistêmicas", inclui a proposta de Bruxelas, que também coloca sobre a mesa possíveis transferências voluntárias de fundos de coesão pelos estados-membros para esquemas de conectividade europeus para lidar com essa emergência de segurança.
Como forma de dissuadir novos incidentes, Bruxelas insiste em sanções e medidas diplomáticas contra atores hostis e a frota clandestina que a Rússia usa para contornar as sanções. Dessa forma, ela pede o "uso total" dos instrumentos da UE e a promoção da diplomacia com parceiros globais sobre a segurança dos cabos submarinos.
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