Publicado 25/02/2025 03:41

Brasil: A defesa de Bolsonaro pedirá a destituição de dois dos cinco juízes encarregados do processo contra ele.

BRASÍLIA, 19 de fevereiro de 2025 -- O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (C) é fotografado no prédio do Congresso Nacional em Brasília, Brasil, em 18 de fevereiro de 2025.   O procurador-geral do Brasil entrou com uma ação penal contra o ex-presiden
Europa Press/Contacto/Lucio Tavora

Solicita a prorrogação do prazo para apresentação da defesa para 83 dias e a anulação do acordo de confissão de Cid.

MADRID, 25 fev. (EUROPA PRESS) -

A equipe jurídica do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro - acusado junto com cerca de 30 pessoas de tentar um golpe após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2022 - anunciou na segunda-feira que pedirá a destituição dos juízes Flávio Dino e Cristiano Zanin, dois dos cinco que fazem parte da Primeira Câmara do Supremo Tribunal Federal, que julgarão o caso contra ele.

Um de seus representantes, o advogado Celso Vilardi, fez este anúncio após uma reunião com o presidente do órgão, Luis Roberto Barroso, alegando que ambos os juízes - nomeados no ano passado por Lula - já moveram ações contra Bolsonaro e, portanto, devem ser declarados inaptos para julgá-lo, relata o jornal 'Folha de São Paulo'.

Zanin assinou pelo menos quatro reclamações contra Bolsonaro perante o órgão eleitoral quando ele era candidato à presidência do Brasil contra Lula em 2022: uma por notícias falsas e três pedindo o direito de resposta. Na época, Zanin representava a Coalizão Brasil da Esperança, que reunia partidos que apoiavam o candidato do Partido dos Trabalhadores.

Um ano antes, quando ainda era governador do Maranhão, no nordeste do Brasil, Dino entrou com uma queixa-crime contra o líder da extrema-direita depois que ele disse que não queria se demitir da Polícia Militar para "fazer (sua) segurança mais aberta" em uma visita ao estado.

Questionado sobre isso durante um evento relatado pelo jornal acima mencionado, esse magistrado apontou que é completamente normal que os advogados de Bolsonaro solicitem que ele não seja um dos membros do Supremo Tribunal Federal para julgar o processo contra ele sobre o plano de golpe de 2022.

"O advogado, ou seus advogados e os de todos os demais réus, não só têm o direito, mas o dever, de exercer a ampla defesa", declarou, ao mesmo tempo em que assegurou que o processo contra o ex-presidente "será conduzido de acordo com as regras do jogo previstas na lei e no regimento interno, com imparcialidade e com respeito à ampla defesa".

A defesa de Bolsonaro também indicou que pedirá a anulação do acordo de delação do tenente-coronel Mauro Cid, que foi seu assessor e delator nas investigações, segundo a Agência Brasil.

Por outro lado, a equipe jurídica do ex-presidente brasileiro pediu ao Supremo Tribunal Federal um prazo de 83 dias para apresentar a defesa, depois que o juiz do tribunal superior Alexandre de Moraes rejeitou uma prorrogação de 15 dias.

Em uma carta enviada ao tribunal na segunda-feira, ele argumentou que 83 dias é o mesmo período que a promotoria teve para preparar a acusação e solicitou um prazo duplo de 30 dias para responder, caso seu pedido de prorrogação seja novamente rejeitado.

Ele também solicitou acesso total às provas obtidas pela Polícia Federal: "Uma primeira leitura da denúncia ora oferecida contra o agravado (o ex-presidente) é suficiente para demonstrar que a acusação (promotoria) utiliza elementos extraídos de apreensões e mídias que excedem em muito os poucos telefones fornecidos à defesa como cópias integrais e completas".

Na semana passada, o Ministério Público brasileiro acusou Bolsonaro de cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do estado democrático de direito, liderança de organização criminosa, dano qualificado por violência ou grave ameaça e dano a bens tombados, pelos quais ele pode pegar uma pena mínima de doze anos de prisão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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