Publicado 19/02/2025 15:08

Bolsonaro diz que sua acusação de golpe é um velho "truque" para silenciar "vozes dissidentes".

BRASÍLIA, 19 de fevereiro de 2025 -- O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (C) é fotografado no prédio do Congresso Nacional em Brasília, Brasil, em 18 de fevereiro de 2025.   O procurador-geral do Brasil entrou com uma ação penal contra o ex-presiden
Europa Press/Contacto/Lucio Tavora

MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro disse que a acusação contra ele por um golpe de Estado é parte de um "truque" frequentemente usado na região para perseguir e silenciar as vozes da oposição e disse que continuará a fazer o seu melhor para divulgar "o que está acontecendo" no país.

"O truque de acusar os líderes da oposição democrática de planejar golpes não é novidade. Todo regime autoritário, em sua ânsia de poder, precisa fabricar inimigos internos para justificar a perseguição, a censura e as prisões arbitrárias", disse ele pessoalmente pela primeira vez desde a acusação.

Bolsonaro garantiu que essa é uma prática já vista em lugares como Venezuela, Nicarágua, Cuba ou Bolívia. "É assim no mundo inteiro. O manual é bem conhecido, fabricam acusações fracas, alegam estar preocupados com a democracia e a soberania e perseguem opositores e vozes dissonantes", escreveu ele no X.

"O mundo está assistindo e continuaremos a fazer o que pudermos para que todos saibam o que está acontecendo hoje no Brasil. A liberdade triunfará novamente", disse o presidente após a acusação apresentada pelo Ministério Público na terça-feira.

Bolsonaro é uma das cerca de trinta pessoas que foram acusadas de golpe de Estado pelos ataques a instituições em Brasília em 8 de janeiro de 2023 por uma multidão de apoiadores do ex-presidente, descontentes com a vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva.

A promotoria ressaltou que Bolsonaro tentou impedir de forma coordenada que o resultado da eleição presidencial de 2022 fosse cumprido, embora "o plano" tenha começado em 2021 com uma série de outras ações e declarações questionando as decisões dos tribunais e a limpeza do sistema eleitoral.

O Ministério Público também alertou sobre a existência de um plano de Bolsonaro para realizar não apenas um golpe de Estado, mas também os assassinatos de Lula, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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