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MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades australianas desviaram meia centena de voos comerciais durante a última semana devido às manobras militares lançadas pela China perto da costa australiana, uma situação que fez soar os alarmes e levou Canberra a criticar a "falta de aviso suficiente" com que Pequim notifica esse tipo de atividade.
A Agência Australiana de Aviação indicou em um comunicado que alguns dos voos foram obrigados a mudar sua rota para evitar áreas de "tiroteio" de embarcações navais chinesas, embora esses navios estejam em águas internacionais, em conformidade com o direito internacional.
O ministro da Defesa da Austrália, Richard Marles, admitiu a "legalidade" desses movimentos, mas denunciou a falta de "aviso prévio" para que as companhias aéreas ajustassem seus itinerários "com segurança". Entretanto, a China insiste que essas manobras são conduzidas de forma "profissional", embora não tenha fornecido detalhes sobre o uso de munição real.
As forças australianas, juntamente com as forças da Nova Zelândia, também apontaram a presença de navios-tanque e fragatas chinesas no Mar da Tasmânia, que separa os dois países.
O incidente ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países, especialmente depois que a Austrália acusou a China de realizar manobras "perigosas" no Mar do Sul da China, enquanto Pequim acusa Canberra de "violar" sua soberania.
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