Publicado 13/02/2025 02:46

O assessor de Petro admite ter recebido pagamento do "czar do contrabando" para sua campanha presidencial

Archivo - 07 de agosto de 2022, Colmbia, Bogotá: O presidente da Colmbia, Gustavo Petro, faz um discurso durante sua cerimnia de posse. Petro se torna o primeiro presidente de esquerda na história da Colmbia. Foto: Chepa Beltran/LongVisual via ZUMA
Chepa Beltran/LongVisual via ZUM / DPA - Arquivo

MADRID 13 fev. (EUROPA PRESS) -

O empresário e ex-ministro da Generalitat da Catalunha Xavier Vendrell reconheceu na quarta-feira que Diego Marin Buitrago, conhecido como "Pitufo" e considerado o "czar do contrabando", lhe deu cerca de 500 milhes de pesos (mais de 120.000 euros) para a campanha eleitoral do atual presidente da Colmbia, Gustavo Petro, em 2022, embora no o tenha recolhido porque "no foi possível verificar" a origem do dinheiro.

"O mencionado Sr. Marín queria fazer uma doao em nome dos comerciantes de Bogotá para a campanha. Embora eu a tenha recebido, quando fui legalizar a renda, fui notificado de que a origem dos fundos no poderia ser verificada e, dentro do esquema de gerenciamento de risco da campanha, eles no seriam recebidos", disse ele em uma declarao ecoada pela mídia colombiana, como a W Radio.

O ex-líder da Esquerra Republicana de Cataluña (ERC) e assessor de Petro indicou, no entanto, que "nunca foi (sua) responsabilidade na campanha do ento candidato administrar os recursos econmicos".

Vendrell fez essas declaraes depois que a revista Cambio revelou, dias atrás, que ele havia recebido uma doao de Marín. Da mesma forma, vários meios de comunicao sugeriram recentemente que Petro e seu atual chefe da Presidncia, Armando Benedetti, teriam se reunido com o "czar do contrabando" no início de 2022 na Espanha, um extremo que tanto ele quanto o catalo negaram.

"Acredito que toda a energia que temos deve ser usada para fazer a Colmbia mudar e no para aprofundar brigas internas. A campanha para a Presidncia de 2022 conseguiu ser gigantesca porque teve organizao e método, longe de intrigas contra companheiros de luta", defendeu, ao mesmo tempo em que garantiu que continuará "trabalhando para conseguir mudanas" no país latino-americano até que Petro lhe pea o contrário.

O "czar do contrabando", que também tem nacionalidade espanhola e foi preso em abril na cidade valenciana de Gandía, está em Portugal, aguardando extradio para a Colmbia, embora o procedimento tenha sido paralisado esta semana devido ao fato de ele ter apresentado um pedido de asilo no país europeu. Ele é acusado de contrabando, suborno e organizao criminosa.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Colmbia abriu uma investigao em outubro de 2024 sobre a campanha presidencial de Gustavo Petro nas eleies de 2022 "por suposta violao do regime de financiamento de campanhas eleitorais".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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