MADRI 11 fev. (Portaltic/EP) -
O governo britânico exigiu que a Apple permitisse o acesso a dados criptografados de clientes incluídos em seu serviço iCloud por meio de uma porta dos fundos, disseram fontes familiarizadas com o assunto ao The Washington Post.
A ordem, pioneira na democracia ocidental e emitida no mês passado, exige a capacidade geral de visualizar todo o conteúdo criptografado e protegido remotamente, o que significa que não se destina apenas a acessar o conteúdo de contas específicas.
O Washington Post observou que o Ministério do Interior do Reino Unido enviou essa ordem à Apple em um documento técnico exigindo que ela fornecesse acesso a esses dados de acordo com a Lei de Poderes de Investigação do Reino Unido de 2016.
Essa legislação - conhecida por seus detratores como "carta de intrometidos" - dá às agências de aplicação da lei o poder de obrigar as empresas a ajudar, quando necessário, na coleta de dados e provas, de acordo com fontes consultadas por esse jornal.
A lei também proíbe informar aos usuários se seus dados foram comprometidos e torna crime a divulgação da existência de tais ordens de acesso a informações disponíveis no iCloud, como observou a Wired.
A Wired lembrou que a empresa oferece atualmente um sistema de segurança conhecido como Proteção Avançada de Dados no iCloud, que tem o mecanismo de um cofre, ou seja, somente o usuário pode abri-lo e visualizar seu conteúdo.
Ao permitir esse acesso backdoor à nuvem, portanto, a Apple estaria violando suas próprias condições de privacidade, que sempre foram a base de seus negócios e de seus serviços de comunicação e armazenamento, e colocaria em risco a segurança dos usuários em todo o mundo.
Como solução, a Apple teria considerado parar de oferecer armazenamento criptografado no Reino Unido, uma medida que não atenderia às demandas do país, que busca acesso a informações criptografadas de outros países, segundo as fontes consultadas.
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