MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -
Irregularidades" e "falta de transparência" marcaram o processo de libertação de prisioneiros anunciado em meados de janeiro pelo governo cubano, de acordo com a ONG Anistia Internacional, que pediu às autoridades da ilha que libertem todas as pessoas detidas arbitrariamente e perseguidas por sua dissidência.
O compromisso do governo de Miguel Díaz-Canel implicou a libertação de 553 pessoas, mas as organizações de oposição só têm conhecimento da libertação de 171 presos políticos. Na verdade, como observou a diretora da Anistia para as Américas, Ana Piquer, não há sequer uma lista das pessoas que se beneficiaram dessas medidas.
"Centenas de famílias têm vivido entre a angústia e a esperança, esperando um telefonema ou uma notificação, sem nenhum critério ou elemento que lhes permita saber se seus parentes serão libertados", lamentou Piquer, que teme um uso "desumanizador" dos prisioneiros "como moeda de troca em um jogo político".
A promessa de libertação coincidiu com o anúncio feito pelos Estados Unidos de retirar Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo, decisão que foi revertida pelo atual governo americano.
As libertações permitiram que alguns prisioneiros políticos, como José Daniel Ferrer, Félix Navarro, Luis Robles e Donaida Pérez Paseiro, deixassem a prisão, mas todos eles relataram estar sujeitos a novas restrições apesar de terem sido libertados. A Anistia Internacional lamentou a falta de disposição para "garantir a libertação imediata e incondicional" de outros dissidentes importantes, como Luis Manuel Otero Alcántara, Maykel Castillo, Loreto Hernández, Roberto Pérez Fonseca e Saylí Navarro.
"Eles e todas as pessoas detidas apenas por levantarem suas vozes devem ser libertados", disse Piquer, que, em última análise, quer que o governo revogue as "leis repressivas" e ponha fim às "práticas sistemáticas de repressão contra dissidentes".
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